terça-feira, 18 de maio de 2010


Meus olhos estão prestes a fechar suas cortinas,afinal já é tarde, até o sol está de pijamas. Só precisava respirar ar puro antes de dormir, ou quem sabe, as minhas próprias palavras. Ando pensando muito em todas as coisas que eu tenho pra resolver, e eu tenho realmente muita coisa pra fazer. São obrigações e são charadas que meu coração me faz esperando solução. As vezes eu até ouço ele gritar, as vezes ele susurra. As vezes ele tem gosto de 3 da tarde,como quando você sente vontade de comer alguma coisa mas não sabe exatamente o que. As vezes ele se faz noite, se faz dia, escurece ou irradia luz. Tem cheiro de viagem. Mas agora, nessas últimas horas, ele é macio.Acho que posso dormir agora.

segunda-feira, 17 de maio de 2010


Todos os dias quando acordo não tenho mais o tempo que passou. Mas tenho muito tempo, temos todo o tempo do mundo. Todos os dias antes de dormir, lembro e esqueço
como foi o dia. Sempre em frente, não temos tempo a perder... Veja o sol dessa manhã tão cinza. A tempestade que chega é da cor dos teus olhos, castanhos... Então me abraça forte e diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo, temos nosso próprio tempo. Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas agora. Nem foi tempo perdido, ainda somos tão jovens... tão jovens...

Temos nosso próprio tempo, temos nosso próprio tempo... temos nosso próprio tempo.
(Tempo perdido - Legião Urbana)

domingo, 16 de maio de 2010

Entre o balançar das cortinas... o vento entra janela à dentro, e inssiste em me contar, preoucupado, que a sua disputa com o frio está assirrada lá fora. Já disse à ele que talvez esteja mais frio aqui dentro, que queria ser como ele... passageiro de si só, que se leva sozinho, que leva tudo, que deixa tudo ir embora, de um jeito fácil, flutuante. Eis o problema de não ser vento, de só querer ser vento... é querer guardar as coisas. Guardar até mesmo pessoas. Como quando se abre os braços e gira, gira bem forte. Ou alguém lhe para justificando ser perigoso,e até mesmo lhe oferece ajuda... ou então você gira até cair, desvirtua, desnorteia. Você pode cair, ou então, fechar os olhos contar até 3, e começar tudo outra vez. Tudo. Outra vez.

quinta-feira, 6 de maio de 2010



"Você não acreditaria nos seus olhos, se dez milhões de vagalumes iluminassem o mundo enquanto eu adormecia.Você vai pensar que eu sou rude, mas eu apenas ficaria de pé e observaria...eu pegaria um milhão de abraços, de dez milhões de vagalumes, enquanto tentam me ensinar a dançar.Leave my door open just a crack...why do I tire of counting sheep."

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Eu gosto de café forte. Bem forte. Depois do almoço, eu gosto de doce.Doce é bom, mas nem sempre é o que eu quero. As vezes, quero muito, mais do que qualquer coisa. Outras, doce me enjoa. É nesse vai e volta que eu me perco. Se você ainda não entende minha linguagem, não falo sobre escolher um bolo ou um folhado de frango. Eu falo sobre o ir e voltar, sobre o escolher, sobre as vontades e desejos que vem e que passam. Não precisa ser nenhum gênio pra saber que os cientistas estão longe de entender a mente humana... talvez eu esteja ainda mais longe de entender a minha. É difícil, e talvez isso nem seja preciso, escolher entre o dia e a noite. Entre a claridade que revela os defeitos e a escuridão que não os mostra.Que os desvirtua.Acluofobicos talvez prefiram a primeira opção.Fazer escolhas não é tão inócuo quanto parece.Thanks, Susan.

sábado, 17 de abril de 2010



(...)lá embaixo as pessoas são muito diferentes, na verdade algumas delas, algumas se repetem.

domingo, 4 de abril de 2010

(Bocejos).Uma voz vem da varanda: - Também, não pregou o olho a noite inteira.
hahahahah... e aquele sorriso de dentes ainda de leite. Mãe, como será ele fez isso? Tia, usou todas as minhas canetinhas e me deixou vários bilhetes. Fez um caça ao tesouro pela casa toda, e ainda deixou marcado os seus rastros, as suas patinhas. Como ele fez isso? Pai... Olha só esse aqui: "Muito bem garotinha, você já está pertinho dos seus ovinhos, agora que tal procurar na cozinha? Desculpe-me por usar suas canetinhas sem permissão, mas as deixei arrumadinhas ao lado da sua cama. Continue estudando e tirando boas notas e até a próxima páscoa!"

Depois era comum passar o dia escolhendo e desmotando quais pedacinhos seriam devorados... uma cesta cheia, colorida, deliciosa. As noites de páscoa sempre foram tão longas pra mim.Eu derretia dentre os cobertores pra ficar espiando esse bendito coelho.Nunca o vi, mas tenho saudade.